Mãe perde recém-nascido acusa médica e hospital de descaso, desumanidade e negligência
O casal Tânia Regina de Oliveira (36) e Jefferson Bahis Ferreira (27),
residentes na Vila Prudenciana, em Assis, está desolado e sem saber a
quem mais recorrer depois que o bebê que tiveram sobreviveu poucas
horas, pelo que afirmam ter sido descaso, desumanidade e negligência do
Hospital Regional de Assis e das médicas obstetras Gilda Aparecida
Gonçalves e Micaela Pelegrini Mussi.
O bebê Daniel de Oliveira Ferreira, que conforme o pré-natal e os
ultrassons que antecederam o último (quando já estava em sofrimento
fetal) teria tudo para nascer saudável, morreu nove horas depois de ter,
segundo gestante, permanecido 30h em uma bolsa sem liquido amniótico,
aspirando mecônio (as primeiras fezes eliminadas).
O bebê de Tânia e Jefferson nasceu pesando 3, 570 quilo e medindo 49
centímetros, às 17h55 do dia 03 de setembro de 2012, mas não chorou. O
óbito ocorreu às 4h35 do dia seguinte.
As médicas Micaela e Gilda foram procuradas para darem seus
pareceres, bem como o chefe de obstetrícia do HRA, que está viajando ao
exterior, mas apenas Gilda se pronunciou. A profissional tem 32 anos de
atendimento em obstetrícia, sem qualquer problema anterior e mostrou-se
indignada com a forma como o caso foi veiculado na internet, sem que
pudesse ter chance de rebater o que vem sendo dito. Ficou acordado que
ela se pronunciará sobre o caso posteriormente. Por enquanto ela se
restringe a garantir que a bolsa estava da forma como chamam BI, ou
seja, Bolsa Íntegra; que não houve perda do líquido, conforme afirma a
gestante.
INDICAÇÃO PARA CESÁRIANA – Tânia conta que ela e o marido
tentaram convencer a equipe médica a submetê-la a uma cesariana, já que é
diabética, tem pressão alta, é portadora da síndrome de Bernard
Soulier, uma disfunção das plaquetas sanguineas e, além disso, já havia
sofrido abortos espontâneos.
Tânia teve dois filhos em seu primeiro casamento. Ela sabia que a
gestação não seria fácil, mas contava com o atendimento de alta
complexidade do Hospital Regional, e teve, segundo documentos
apresentados, uma gestação relativamente tranquila diante os problemas
de saúde dos quais é portadora.
A mulher reclama que, mesmo apresentando às médicas e ao chefe de
obstetrícia do HRA a indicação do médico cardiologista Zimerman, de
Marília, sobre a necessidade de cesariana, os três teriam se mantido
irredutíveis sobre o bebê nascer de parto natural, alegando ser uma
ordem do Estado.
No documento apresentado à reportagem, consta a impressão do
referido profissional de Marília: "Paciente hipertensa, controlada com
medicação, com função cardíaca preservada e eco normal, datada de
14/06/2012, portanto, do ponto de vista cardiológico, com todo seu
histórico obstétrico e sendo portadora de Síndrome de Bernard Solier,
além de ser diabética e hipertensa, penso que seria aconselhável à época
do parto, cesárea e laqueadura tubária, reserva especial de sangue e
derivados para esse procedimento que deve ser realizado em maternidade
de alto risco".
O sangue, tipo A+, segundo Tânia afirma, já estava armazenado no Banco de Sangue por orientação do médico a um hematologista.
"Simplesmente não quiseram fazer a cesárea. Isso porque sou pobre, e
pobre não tem direito de ter mais que um filho, que é criticado. A
médica Micaela chegou a dizer que eu estava com frescura, mas eu já não
aguentava mais de dor e sentia meu filho entrando debaixo das minhas
costelas. Nos últimos momentos, antes de finalmente ser levada para
fazer a cesárea, eu estava com a boca roxa, e sentia que estava me
distanciando de tudo, que ia morrer junto com meu filho e não iriam
fazer nada porque eu não tinha dilatação e era para aguardar isso",
desabafa.
Tânia tem dois filhos de seu primeiro casamento, um de 20, outro de
12 anos. Ela pretende se recuperar do trauma e ter outro bebê com
Jefferson, mas espera que, com o desabafo e a campanha que pretende
desencadear contra o que lhe foi feito, seja atendida de forma a não
correr risco de morte, tampouco perder outro filho.
HOSPITAL REGIONAL SE DEFENDE ATRAVÉS DA SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE
"O Hospital Regional de Assis esclarece que a indicação de parto
normal segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, Ministério
da Saúde e sociedades médicas da área de obstetrícia, por ser a opção
considerada mais saudável para a mãe e para o bebê, especialmente em
casos como da paciente em questão, que tinha histórico de outros dois
partos normais. Ela deu entrada no dia 2 de setembro, às 12h30, e passou
por exames. Apesar da bolsa rota, ela não tinha dilatação suficiente
para a realização do parto. Os exames realizados não indicaram nenhuma
anormalidade clínica em relação ao feto. O bebê, portanto, estava
saudável, e por isso a conduta médica foi indicar o parto normal. Outro
impedimento para uma eventual cesárea foi um exame de sangue que apontou
número de plaquetas sanguíneas baixo na paciente. Isto é, uma cesárea
poderia provocar hemorragia, colocando em risco a vida da mãe. Novos
exames foram realizados no dia seguinte, dia 3, indicando, naquele
momento, sofrimento fetal. Com base nesta nova situação, a equipe optou
pela cesariana. O bebê nasceu com vida às 17h56 e foi encaminhado
imediatamente para a UTI neonatal, pois estava com as vias respiratórias
obstruídas. Na UTI, o bebê recebeu todo o tratamento necessário, porém
não resistiu e foi a óbito às 04h35 do dia 4 de setembro. Era a sétima
gestação da paciente, que é hipertensa e diabética e já havia sofrido
quatro abortos espontâneos. É preciso deixar bem claro, portanto, que se
tratava de uma gestação de altíssimo risco. O hospital está à
disposição dos familiares para quaisquer esclarecimentos".
MENSAGEM NA REDE SOCIAL FACEBOOK
"Meu nome é Tânia Regina de Oliveira. Permiti que minha historia
fosse contada, pois ninguém tem dado ouvido à minha dor e sede de
justiça. Estava grávida e seria uma gestação muito complicada, mas para
surpresa de todos, minha pressão e a diabetes gestacional foi muito bem
controlada. O bebê se desenvolveu muito bem.
Ao final da gestação, estava indo toda semana para o hospital, pois
sentia muitas dores, o bebê chegou a se posicionar, mas se virou e ficou
atravessado na barriga. Tudo indicaria que não nasceria de parto normal
como foi com meus dois filhos mais velhos.
No domingo, dia 02 de setembro, minha bolsa se rompeu e fui para o
Hospital Regional de Assis por volta das 11h da manhã. Chegando lá, fui
examinada pela Dra. Gilda que estava de plantão na obstetrícia; ela me
internou e pediu um exame de ultrassonografia para segunda-feira de
manhã para ver o bebê. Mesmo não tendo conhecimento na área de medicina
sei que após a bolsa se romper, se tem poucas horas para que o bebê
nasça. Passei o dia e a noite toda daquele dia perdendo muito liquido e
com muita dor, dormir quase foi impossível já não conseguia respirar
Pela manhã, na segunda-feira, passei pelo ultrassom na Santa Casa de
Assis, onde a responsável medica disse que o bebê estava bem, mas
estava com pouco liquido amniótico, isso significava que o bebê estava
começando a sofrer pelo tempo sem liquido na placenta. Voltei para o HRA
muito nervosa e pedi para a médica fazer a cesariana, mas ela insistiu a
fazer o parto normal.
Ao colocar os remédios para indução do parto as coisas começaram a
piorar, minha barriga endureceu e o bebe foi para debaixo das minhas
costelas, não conseguia respirar, os meus lábios estavam roxeando. As
enfermeiras, por volta das 15h, tentaram ouvir o coraçãozinho do meu
bebê e não conseguiram me levaram pra outra sala pra outro exame e mesmo
assim não conseguiram ouvir. Foi então que apareceu um anjo, enfermeira
Cida, que com sua experiência viu que o bebê já estava em sofrimento e
exigiu da medicas que fosse feito o parto cesariano. Mas infelizmente
para o meu Daniel, como ele se chamaria, a situação era a pior
possível,após de + ou - 30 horas da bolsa rompida ele já tinha engolido
todo o mecônio e o liquido de dentro....Já no centro cirúrgico as
medicas (Micaela e Gilda) parecia que não estava se importando com a
gravidade do meu caso falavam o tempo todo sobre namorado... Já o
anestesista estava muito preocupado com meu estado. Tiraram o bebê não
ouvi seu choro, seu rosto( Essa foto é única lembrança que tenho do
Daniel)...estava drogada com remédios e não tinha reação, a medica suja
de mecônio disse que não tinha feito laqueadura pois o meu bebê não iria
sobreviver que poderia ter outro filho...isso não sai da minha
cabeça...porque demorou tanto para salvar o me bebe? Por volta das
04h35minhr Deus levou o meu anjinho, meu Daniel... Não preciso de
dinheiro, não estou aqui para caluniar ninguém, estou aqui na busca de
justiça... para que outro Daniel não morra e outra família sinta a dor
que a minha esta passando...ele era perfeito, 49cm e 3,550g, lindo...
Quero que os negligentes médicos paguem perante a lei os seus feitos...
até quando crianças vão morrer por negligencia medica???? Preciso da
ajuda de vocês para que chegue ate o conselho regional de medicina e que
chame a atenção da mídia....Quero justiça!!! Me ajudem!
Redação Assiscity.com por Dagmar Marciliano
Fonte: http://www.tarumacity.com
Conclusão Texto Abaixo: Nelson de Souza
No Brasil infelizmente é assim, na hora h que se precisa de
um médico, de uma cirurgia com urgência, porque nós somos pobres devemos
esperar, entrar na fila do SUS e etc, mas os médicos ao se formar, fazem o juramento de defender a vida em
primeiro lugar, mas não é isso que acontece, quando se chega no plantão antes
do atendimento, mesmo se estiver
passando mal, em primeiro lugar eles querem preencher os dados. Ainda
mais quanto ao caso das cesárias é lógico que ela deveria ter feito logo a
cirurgia, agora todos vão de defender, mas o peso na consiencia vai ficar,
quanto a mãe força e coragem, esperamos sim que se faça justiça, pois no Brasil
tem dinheiro para atirar para coisas extraprafúdias e para o necessário não
tem, também tivemos um caso com um
parentesco meu, que precisava de uma UTI
no Rio Grande do Sul e não havia vaga imaginem vocês, até que muito custo se
conseguiu um leito, dinheiro para hospitais, postos de saúde, escolas,
presídios, estradas é uma longa espera mas para salários altos de políticos, diversões
e coisas desnecessárias logo aparece e se faz. È bom o povo ficar mais atento e
divulgar os casos chega de injustiças. Postei meu comentário no face e a
matéria completa esta no meu Blog producoeseeventosregionais.blogspot.com
minhas condolências a família de Tânia, este caso aconteceu em São Paulo que
vive quase uma guerrilha nas ruas e também foi pouco feito para evitar a morte
de inocente todas as noites acordem políticos se faltam idéias colham dos
pequeninos pois é a eles que a sabedoria se sobrepõe. Novos políticos façam
mais do que falaram......... e prometeram........
Estes descasos médicos ocorrem em muitas muitas cidades ....
não se esqueçam.......
Obs . a foto do bebê esta posta na rede face, aqui não divulguei pois é mais um anjo que se foi..
que autoridades e Hospitais pensem mais na vida do que no dinheiro........
Obrigado a quem ler e atender, pois não faça aos outros, pois poderás voltar em dobro ou mais contra ti......